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Produto está em falta ou registrou disparada nos preços em algumas partes do país. Ministério de Minas e Energia diz que medidas estão sendo adotadas para normalizar abastecimento.
O consumo de gás de cozinha aumentou 23% no país devido ao isolamento social exigido para o enfrentamento da epidemia do novo Coronavírus, informou quarta-feira (8) o Ministério de Minas e Energia.
Diversas regiões do país têm registrado falta do produto nos últimos dias. Em outras, onde é possível encontrar os botijões, há relatos de disparada no preço.
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Segundo o ministério, os dados sobre aumento do consumo são da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Além de mais consumo, o MME diz que as pessoas também passaram a estocar botijões, o que contribuiu para a falta do produto.
“O consumo de gás de cozinha (GLP) aumentou em 23% em todo o país. Esse aumento ocorreu devido ao necessário isolamento social por conta do Coronavírus, com as famílias ficando mais em casa e adotando novos hábitos. O novo comportamento também ensejou a antecipação da compra de um segundo botijão, que resultou em uma escassez pontual de GLP”, diz o ministério em nota.
Entre as medidas adotadas para normalizar o abastecimento, informou o ministério, estão a importação de 27,4 milhões de botijões pela Petrobras. O MME diz que a estatal ainda reativou um duto que liga as cidades de Santos a Mauá e que vai permitir levar o produto com mais rapidez para as capitais e para o interior do país.
“Os distribuidores e revendedores estão trabalhando dia e noite para levar o botijão de GLP aos consumidores. Para isso, mobilizaram a totalidade de sua força de trabalho, que opera com novas e rígidas normas de higiene, cumprindo com todas as recomendações do Ministério da Saúde na situação de crise”, diz a nota.
De acordo com o MME, os distribuidores estão recebendo os botijões “sem interrupções”, e a passagem de veículos que transportam o produto foi garantido pelo governo federal, estados e municípios.
A Petrobras está aumentando a importação de GLP (gás de cozinha) para garantir o suprimento do mercado e que não falte produto para população. Além dos três navios que já descarregaram em Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Ipojuca (PE) desde o dia 30/03, a Petrobras está importando mais duas cargas que totalizam 62,9 mil toneladas de GLP, equivalentes a 4,8 milhões de botijões de 13 kg. A quarta embarcação chegou em Ipojuca (PE) no dia 10/4 e a quinta embarcação deixou a Argentina neste sábado 11/04 e deve chegar em Paranaguá (PR) no dia 16/04.
A companhia reforça que não há risco de falta do produto nem qualquer necessidade de estocar botijões de GLP. Com duas novas cargas, a companhia terá importado o equivalente a 11,4 milhões de botijões P13 para o mercado. O volume total contratado em abril para importação é de 350 mil toneladas, equivalentes a 27,4 milhões de botijões de 13kg.
A procura por GLP aumentou nas últimas semanas, ao contrário dos demais combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação, que tiveram grande queda nas vendas. No caso do GLP, a queda da produção continuará a ser compensada pelas importações do produto.
Preço em queda. A última redução no preço do GLP foi de -10%, no dia 31/03. O preço médio do GLP nas refinarias da Petrobras é equivalente a R$ 21,85 por botijão de 13kg. No acumulado do ano, a redução é de cerca de -21%. A Petrobras conta com as distribuidoras e revendedores para que as reduções do preço do botijão de gás cheguem até o consumidor final.

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